Arquivo da Categoria ‘Filme’

Show neste sábado, 31 de maio

Quarta-feira, Maio 28th, 2008

Novo show em 24 de maio, sábado!

Quarta-feira, Maio 21st, 2008

Meu site está no ar!

Terça-feira, Março 4th, 2008

www.joaoestrella.com

Criado por Flávio Soares, da GF Design.

Show de lançamento do disco

Sexta-feira, Fevereiro 29th, 2008

NELSON RODRIGUES

Quinta-feira, Fevereiro 28th, 2008

Guilherme Fiuza autor do Johnny mandou esse email.

Muito Bom!!!

Caros,

Pausa pra um delicioso trecho de Nelson Rodrigues.

abraços,

Guilherme

(…) Ontem, o meu fraterno colega (Otto Lara Rezende) entrevistou uma psicanalista sobre um dos problemas mais agudos do nosso tempo: - a juventude. E aí começa o equívoco. “Do nosso tempo” por que? O jovem sempre foi problemático e, se não é problemático, estejamos certos: - trata-se de um débil mental que deve ser amarrado num pé de mesa. Vamos dar graças a Deus que a nossa juventude tenha um drama, uma angústia, uma tensão dionisíaca ou demoníaca, sei lá.

Mas a psicanalista começa a falar e logo percebemos o seu raro brilho e o seu vasto saber. Por que o jovem está inquieto, tenso, vibrante, explosivo, perplexo e ameaçador? A culpa é da sociedade e da família. Quanto ao próprio jovem, a entrevista não faz uma tênue insinuação ou uma vaga referência. O que importa apenas é a situação social. Como reles coadjuvante, a situação familiar.

E eu então vi subitamente tudo. Imaginei que, diante de uma prova de natação, a psicanalista havia de concluir: - “Quem nada é a piscina e não o nadador”. Minha vontade foi bater o telefone para a TV Globo e dizer: - “Minha senhora, não se esqueça do nadador”. Se vocês admitirem a comparação, eu diria que há, sim, um nadador no problema da juventude. Sim, o que está por trás da família, da sociedade, das gerações é um velho conhecido nosso, ou seja: - o homem.

Os sociólogos do Otto, os psicólogos do Otto, os educadores do Otto, os professores do Otto ainda não chegaram ao ser humano e o ignoram com uma crassa e bovina teimosia. É preciso que alguém lhes escreva uma carta anônima, com o furo sensacional: - “O homem existe! O homem existe!” E vai ser um susto, um pânico, um horror, quando os citados especialistas perceberem que a besta humana está inserida na nossa paisagem. (…)  


 

Meu nome não é ‘Tuchinha’

Sexta-feira, Fevereiro 8th, 2008

O Globo publicou em 07/02/2008 o seguinte artigo, intitulado Meu nome não é ‘Tuchinha’, escrito pelo desembargador Siro Darlan:

O filme de Mariza Leão “Meu nome não é Johnny”, que conta a história de um dos maiores vendedores de drogas do Rio de Janeiro, merece uma séria reflexão sobre algumas graves denúncias feitas. Algumas já conhecidas por toda sociedade e pelas autoridades, mas pouco combatidas, como a corrupção policial, o tratamento diferenciado a autores de crimes de acordo com sua origem social, raça ou poder econômico, que a Zona Sul “brilha” como já havia denunciado o experiente delegado de polícia Hélio Luz. E outras que estão a merecer investigação e manifestação pública das autoridades mencionadas, como a acusação de ponto de venda de drogas nas dependências do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Por um lado a história é fascinante e desmistifica a lenda segunda a qual não há volta para aqueles que atravessam a fronteira do convencional e usam ou vendem drogas. O personagem João Estrella se propõe a debater com universitários e especialistas sua experiência pessoal. Isso é muito bom e enriquecerá o mundo tão discriminado dos usuários de drogas. Afirma em entrevista que considera o tráfico apenas o comércio de uma substância convencionalmente tida como ilícita, mas que causa tanto mal quanto tantas outras permitidas. Defende a legalização desse comércio, mas acha que no Brasil isso ainda irá demorar muito a acontecer. São manifestações que devem ser colhidas com o respeito que merecem aqueles que passaram por essa tenebrosa experiência e precisam ser debatidas pela sociedade sem o tradicional preconceito que temas como esses costumam ostentar.
Merece destaque o importante papel da juíza na apreciação da causa. Em situações corriqueiras João Guilherme estaria
ainda amargando uma prisão, sabe-se lá com que objetivos, pelo menos até 2010. Teve a sorte de ser julgado por uma magistrada sensível, que viu naquele réu não apenas o agente de um crime de tráfico e formação de quadrilha, mas também uma vítima do sistema hipócrita que leva tantas pessoas a trilhar os mesmos caminhos de João Estrella.
A juíza não só apostou na recuperação de João como foi visitá-lo na prisão. Raridade que deveria inspirar todos os magistrados que condenam pessoas a cumprirem pena por haverem descumprido normas legais em estabelecimentos que fazem letra morta da Lei de Execuções Penais em vigor desde 1984. A visita aos estabelecimentos de cumprimento de pena deveria ser obrigatória a todos os magistrados.
Outra denúncia grave, mas que é de todos conhecida, é a péssima condição desumana do sistema penitenciário, onde se pretende a impossível recuperação de um ser humano tratado como bestas. Parabéns para a produção, que retratou o ambiente exatamente como a realidade das prisões e dos manicômios, chamada pela lei de Casa de Custódia e Tratamento (?).
João Estrella não é um traficante, e sim um comerciante de drogas. Traficantes só são assim chamados os de origem humilde que moram nas favelas e comunidades. Contou com um bom advogado que garantiu uma rápida passagem pelo
coletivo do Manicômio, logo ascendendo para um trabalho burocrático que ajudou o tempo a passar mais rápido e permitiu alguns privilégios comprados graças a seu poder econômico, como a visita íntima, comida e cigarros.
A mesma sociedade que indignou-se com o terror do Holocausto a ponto de recorrer ao Judiciário para impedir que essa cena histórica e abominável arrepiasse os foliões da Marquês da Sapucaí é conivente com as barbaridades cometidas contra seres humanos nas celas das delegacias, penitenciárias e manicômios. E aqui Thêmis não é apenas cega, é surda e muda. João Estrella, segundo sinopse do filme, era de uma família de classe média do Rio de Janeiro, cresceu no Jardim Botânico e freqüentou os melhores colégios, tendo amigos entre as famílias mais influentes da cidade e tornou-se vendedor de drogas mesmo sem jamais pisar numa favela. Em dois anos quitou sua dívida com a Justiça e hoje é um produtor musical que inspira livros e filmes. Conquistou sua liberdade e o direito de ser respeitado na sociedade em que vive.
Após assistir o filme pela segunda vez, não resisti à tentação de uma comparação com outro comerciante de drogas, ou será traficante? Francisco Paulo Testas Monteiro, o “Tuchinha”, na mesma época em que João vendia drogas no Brasil e no exterior, exercia a mesma atividade no Morro da Mangueira. Foi condenado a 43 anos de prisão e após cumprir mais de um terço da pena com bom comportamento carcerário foi colocado pelo juiz da Vara de Execuções Penais em liberdade condicional, como manda a lei.
A saída da penitenciária foi amplamente acompanhada por alguns veículos de comunicação. Afinal, precisava ser lembrada sua condição permanente de traficante, mesmo tendo cumprido grande parte da pena. A decisão do juiz da VEP foi criticada de forma desrespeitosa pelo então chefe de Polícia e por setores da comunicação e da sociedade.
“Tuchinha” voltou para sua comunidade na Mangueira e tentou mudar de vida. Dedicou-se à música e à poesia, tendo vencido dois concorridos festivais de samba na própria Mangueira e na Lins Imperial. Assumiu seu nome artístico de Francisco do Pagode como uma forma de afastar-se de sua antiga personalidade ligada ao crime, assim como João abominou seu nome de comerciante de drogas e deu título ao filme “Meu nome não é Johnny”. Mas ninguém o deixou em paz um só minuto. Foi vigiado, escutado, criticado e sua resistência sendo minada porque a ele e a tantos outros não é dado o direito de mudar de vida. Uma vez traficante marca-se sua vida, seu corpo, como uma tatuagem da qual eles não se podem ver livres, ainda que queiram.
O filme é forte e rico para uma reflexão porque João Estrella pode não ser mais o “Johnny” que comercializava drogas e Francisco do Pagode tem que ser eternamente o traficante “Tuchinha”?

Pra quem gostou da abertura do filme…

Terça-feira, Janeiro 29th, 2008

 …e pra quem não viu ainda, está disponível no YouTube a seqüência inicial, com os letreiros que se transformam em pó.

O belo trabalho foi criado pelo designer Flávio Soares, da GF Design.

Vocês podem conferir o vídeo clicando aqui ou na tela aí de cima.

Chegou a hora!

Quarta-feira, Janeiro 2nd, 2008

REVEILLON 2008 COM JOHNNY ENTRANDO DE SOLA!!!

DIA PRIMEIRO VAMOS ARROMBAR TODAS AS PORTAS.

PARTIR PARA CIMA NUMA INVASÃO NUNCA VISTA.

ESPERO QUE TODOS SEJAM BASTANTE FELIZES NESSE FIM DE ANO E NO QUE CHEGA ASSIM COMO ESTOU.

MILHÕES DE BEIJOS !!!!!!

JOÃO ESTRELLA

Viagens e Matérias

Quinta-feira, Novembro 22nd, 2007

As viagens continuam:

Estive em Recife e Salvador este fim de semana e para variar a receptividade foi incrível. Os alunos e professores das faculdades e colégios que visitamos adoraram o filme e eu pude presenciar essa reação porque vi grande parte das sessões. Depois, todos participaram com interesse enorme dos acalorados debates. Foi  maravilhosa a troca de informações e ter conseguido passar o que sinto com as experiências que tive, de forma clara e objetiva e sem demagogia; foi uma viagem.

Já sairam algumas matérias bem legais e queria comentar não sobre o conteúdo de uma delas mas sim, o seu título.

“Selton Mello e João Estrella querem que ‘Meu nome não é Johnny’ alerte para jovens de classe média que entram no tráfico”

Publicada em 21/11/2007 às 09h35m
Bianca Kleinpaul - O Globo Online

Realmente, eu quero isso e muito mais. Achei o título e a matéria excelente para esse assunto específico. Eu quero que nossas crianças carentes tenham uma atenção especial e espero que esse assunto não roube a cena. A miséria das drogas não é única e temos assuntos anteriores a esses e alguns até são as causas, como: Educação, Saúde, Fome, Corrupção, dignidade e etc…
Atenção isso não é uma campanha política, isso é coração.
Abraço a todos!

JOÃO ESTRELLA

Meu Nome Não É Johnny em São Paulo

Segunda-feira, Novembro 12th, 2007

São Paulo nos recebeu de braços abertos.

O filme foi exibido na Universidade Anhembi Morumbi, na USP, na AIC, além do Colégio Móbile e foi super bem aceito entre os estudantes e professores. Os debates confirmaram a sensação e a certeza que eu tinha de que o filme é realmente muito bom e que pode transitar por qualquer cidade sem que se pense em bairrismos e assuntos menores.

Apesar de ter humor e aventuras, o filme aborda um assunto muito sério e dramático levando as pessoas a refletirem e participarem dos debates com bastante profundidade e interesse.

Fomos eu, Mauro Lima e Selton Mello. Por lá encontrei Giulio Lopes e Charlie Brown, os atores que fizeram respectivamente meu pai e o traficante europeu. Foi uma boa viagem!

Agradeço a receptividade dos alunos de São Paulo e Rio de Janeiro e agora partimos para Brasília, Belo Horizonte e Recife, próximas escalas da invasão johnnysíaca que acontece de forma pacífica e com muito respeito a todos.

J*