Arquivo de Novembro, 2007

Viagens e Matérias

Quinta-feira, Novembro 22nd, 2007

As viagens continuam:

Estive em Recife e Salvador este fim de semana e para variar a receptividade foi incrível. Os alunos e professores das faculdades e colégios que visitamos adoraram o filme e eu pude presenciar essa reação porque vi grande parte das sessões. Depois, todos participaram com interesse enorme dos acalorados debates. Foi  maravilhosa a troca de informações e ter conseguido passar o que sinto com as experiências que tive, de forma clara e objetiva e sem demagogia; foi uma viagem.

Já sairam algumas matérias bem legais e queria comentar não sobre o conteúdo de uma delas mas sim, o seu título.

“Selton Mello e João Estrella querem que ‘Meu nome não é Johnny’ alerte para jovens de classe média que entram no tráfico”

Publicada em 21/11/2007 às 09h35m
Bianca Kleinpaul - O Globo Online

Realmente, eu quero isso e muito mais. Achei o título e a matéria excelente para esse assunto específico. Eu quero que nossas crianças carentes tenham uma atenção especial e espero que esse assunto não roube a cena. A miséria das drogas não é única e temos assuntos anteriores a esses e alguns até são as causas, como: Educação, Saúde, Fome, Corrupção, dignidade e etc…
Atenção isso não é uma campanha política, isso é coração.
Abraço a todos!

JOÃO ESTRELLA

Meu Nome Não É Johnny em São Paulo

Segunda-feira, Novembro 12th, 2007

São Paulo nos recebeu de braços abertos.

O filme foi exibido na Universidade Anhembi Morumbi, na USP, na AIC, além do Colégio Móbile e foi super bem aceito entre os estudantes e professores. Os debates confirmaram a sensação e a certeza que eu tinha de que o filme é realmente muito bom e que pode transitar por qualquer cidade sem que se pense em bairrismos e assuntos menores.

Apesar de ter humor e aventuras, o filme aborda um assunto muito sério e dramático levando as pessoas a refletirem e participarem dos debates com bastante profundidade e interesse.

Fomos eu, Mauro Lima e Selton Mello. Por lá encontrei Giulio Lopes e Charlie Brown, os atores que fizeram respectivamente meu pai e o traficante europeu. Foi uma boa viagem!

Agradeço a receptividade dos alunos de São Paulo e Rio de Janeiro e agora partimos para Brasília, Belo Horizonte e Recife, próximas escalas da invasão johnnysíaca que acontece de forma pacífica e com muito respeito a todos.

J*

Sobre a ida ao programa Happy Hour, da GNT

Segunda-feira, Novembro 12th, 2007

Estive no GNT, programa Happy Hour e fui muito bem recebido pela produção e pela própria Astrid, que deu bastante destaque ao livro mostrando por duas vezes a capa e também ao filme, passando o trailler.

Os debates no tempo da televisão me dão a impressão de que sempre ficam incompletos quando temos vários convidados querendo cada um divulgar um projeto particular e mais o assunto em questão.

Estávamos eu, um representante da comunidade da Rocinha, um criminalista e um Delegado da Policia Civil que é a favor da liberação das drogas. Todos nos respeitamos bastante e acho que o camarim deveria ser inserido no programa como uma espécie de reality show.

Um dado fornecido pelo delegado me chamou a atenção apesar de eu não ter tido tempo de pesquisar o assunto. Ele informa que são 174 as substâncias consideradas nocivas pela Organização Mundial de Saúde e que somente cinco dessas substâncias não são sintéticas. Essas cinco substâncias são as únicas derivadas de plantas, portanto, provenientes da natureza e não fabricadas por grandes laboratórios. São elas: a heroína, a maconha, o haxixe, o ópio e a cocaína que são derivadas da Papoula, da Folha de Coca e da Canabis Sativa.

Por coincidência, essas drogas são alvos de grande repressão por parte, principalmente, das super potências ao contrário das outras drogas que podem ser adquiridas em drogarias, bares e etc…

O que vocês acham que está em jogo? O que a história tem para contar?

J*

No Blog do Bonequinho

Sexta-feira, Novembro 2nd, 2007

Achei bastante interessante o texto do “Blog do Bonequinho” do Globo Online sobre a expectativa em relação ao “Meu nome não é Johnny”. Espero ver o bonequinho aplaudindo de pé quando o filme der a sua largada no circuito. Alguns detalhes do texto me chamaram a atenção:

O primeiro deles é sobre eu ter pensado em me matar. Eu queria deixar claro que isso jamais passou pela minha cabeça, que eu amo a vida de forma apaixonada e que só pensei realmente em trabalhar pela minha liberdade.

Em relação ao fato de pensar em fugir… Pensei várias vezes e tive várias oportunidades. Não realizei a fuga porque acreditava em uma sentença suportável que eu pudesse cumprir em vez de viver como fugitivo. É claro que se a sentença fosse de quatro, cinco anos para cima eu passaria as 24 hs do dia planejando fugas até conseguir.

Respondendo a pergunta sobre a recuperação dos mais pobres:
Eu acredito na recuperação de qualquer ser humano, pobres, juízes, bandidos e até deputados a partir do momento em que se crie as condições necessárias para isso. Não podemos deixar que essa fábrica de sentenças automáticas aplicadas aos mais pobres se mantenha por mais tempo. Temos que tentar olhar o indivíduo de forma mais humana e não apenas como números.

Me despeço aqui e deixo pra vcs mandarem ver nos comentários.

ABS

J*